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Diferenças básicas (VI)

Homens e mulheres são diferentes na forma de pensar sobre alguns aspectos. Não há melhor ou pior: o homem não é melhor que a mulher, nem a mulher é melhor que o homem. São apenas diferenças!

Chamo de “diferenças básicas”, as diferenças entre homens e mulheres considerando o nível mais “superficial”, ao olhar do ser humano. Para tanto, menciono o estudo de John Gray, Ph. D.:

O homem e a mulher têm necessidades emocionais diferentes: ele dá, em um relacionamento, o que o homem quer, enquanto ela dá o que a mulher quer. Ambos sentem que dão mas não recebem de volta, sentindo que seu amor não é reconhecido e apreciado.

Uma mulher pensa que está sendo amável quando faz perguntas carinhosas ou expressa sua preocupação com o homem. Mas para o homem, isso pode ser irritante e ele pode ignorá-la, deixando a mulher confusa.

O homem pensa que está sendo amável quando faz comentários que minimizam a importância dos problemas da mulher. Mas para ela, isso pode fazê-la se sentir menosprezada, desamparada, não amada, ignorada… Quando a mulher está magoada, ela pode racionalmente concordar que não deveria estar se sentindo de tal forma, mas emocionalmente ainda está machucada e não quer ouvir que não deveria estar magoada.

O homem precisa de confiança, aceitação, apreço, admiração, aprovação e encorajamento. A mulher precisa de carinho, compreensão, respeito, devoção, validação (dos seus sentimentos) e reafirmação (de que é amada).

Sem entender como o homem e a mulher são diferentes, facilmente se envolvem em discussões. Eles começam a ferir um ao outro, o que poderia ser facilmente resolvido com compreensão mútua e aceitação das diferenças. Não é o que é dito que machuca, mas como é dito. É comum quando o homem se sente desafiado, sua atenção se voltar em estar certo esquecendo de ser amável, parecendo, na visão da mulher, que ele não se importa e que a agride. Quando a mulher se sente ameaçada, seu discurso se torna desconfiado e rejeitador, parecendo, na visão do homem, que ela o agride.

As brigas acontecem quando não estamos nos sentindo amados(as), e sentimos, como consequência, a dor emocional; e quando sentimos dor emocional, é difícil sermos amorosos(as). Os sentimentos e necessidades dolorosos são válidos, mas geralmente não lidamos com eles ou os comunicamos diretamente e, dessa forma, eles crescem internamente e surgem na forma de discussão.

Sentimentos reprimidos como abandono e rejeição na infância podem vir à tona, e sentimos que estamos sendo abandonados(as) e rejeitados(as) pelo(a) parceiro(a). A dor do passado é projetada no presente. Quando estamos aborrecidos(as), cerca de 90% do aborrecimento estão relacionados com nosso passado, e não com o que pensamos que está nos aborrecendo. Em geral, somente 10% do nosso aborrecimento se aplicam à experiência presente. Somos mais vulneráveis às críticas de nosso(a) parceiro(a) por acionarem nossas mágoas do passado, porque enquanto crianças fomos criticados(as). Compreender como os sentimentos do passado vêm à tona nos dá uma compreensão maior do porquê nosso(a) parceiro(a) reage da maneira que o faz. É parte do seu processo de cura. Em geral, nunca estamos aborrecidos(as) pela razão que pensamos.


Diferenças básicas (V)

Homens e mulheres são diferentes na forma de pensar sobre alguns aspectos. Não há melhor ou pior: o homem não é melhor que a mulher, nem a mulher é melhor que o homem. São apenas diferenças!

Chamo de “diferenças básicas”, as diferenças entre homens e mulheres considerando o nível mais “superficial”, ao olhar do ser humano. Para tanto, menciono o estudo de John Gray, Ph. D.:

Ciclo (quase mensal) natural da mulher:

Quando a mulher se sente amada, sua auto-estima sobe e desce em movimento ondulatório. Quando ela está bem, atinge o pico; mas de repente, seu estado de ânimo pode mudar quebrando sua onda, temporariamente. Depois de atingir o fundo e fazer uma faxina emocional, de repente, seu estado de ânimo muda e se sente bem consigo mesma novamente.

Quando a onda da mulher sobe, ela tem muito amor para dar, mas quando desce, sente seu vazio interior e precisa ser preenchida com amor. Se ela reprimiu sentimentos negativos ou se sacrificou no sentido de ser mais amável na ascensão da sua onda, então, no movimento descendente, como uma descida ao fundo do “poço”, ela experimenta tais sentimentos negativos e necessidades insatisfeitas; nesse período de baixa, ela precisa falar sobre seus problemas e, ser ouvida e entendida.

Quando a mulher entra no “poço”, ela está conscientemente afundando no seu “eu inconsciente”, para dentro da escuridão ou sombra e de sentimentos difusos; e pode experimentar várias emoções inexplicáveis e sentimentos vagos como, desespero, solidão, falta de apoio…, tende a ficar indefesa ou emocionalmente reativa. Ao atingir o fundo do “poço”, ela se sente mais vulnerável e precisa de mais amor. Nessa fase, se o parceiro não entende o que ela precisa, ele pode fazer exigências irracionais. Mas após atingir o fundo do “poço”, se ela se sentir amada e apoiada, vai começar a se sentir melhor e irradiar amor em seus relacionamentos.

A habilidade da mulher para dar e receber amor é geralmente um reflexo de como ela está se sentindo em relação a si mesma. Quando ela não está se sentindo bem consigo mesma, ela não pode acolher e apreciar o seu parceiro.

Quando o homem ama a mulher, ela brilha com amor e satisfação. Ele ingenuamente espera que esse brilho dure para sempre. Mas a vida é repleta de ritmos: o homem se retrai e se aproxima enquanto a mulher sobe e desce em sua habilidade de amar a si mesma e aos outros.

O homem, diante da mudança de estado de ânimo da mulher, admite (erroneamente) que tal mudança se baseia unicamente no seu comportamento. E ele pode se sentir frustrado por não saber como melhorar as coisas. Quando a mulher vai para dentro do “poço”, é o momento em que ela precisa do apoio e amor incondicional do homem (independente dele entender o porquê) e de ser ouvida com empatia enquanto compartilha seus sentimentos, assim ela confia no relacionamento; não se trata de um problema a ser solucionado, portanto, oferecer soluções ou tentar fazê-la se sentir melhor evitando que ela desça ao fundo do “poço”, a fará se sentir incompreendida. Do contrário, ao ser ouvida e apoiada, a mulher atinge o fundo do “poço” mais rapidamente (parecendo que piorou emocionalmente), para então, subir efetivamente do “poço”. Quando a mulher sai do “poço”, ela volta amável; o que é mal compreendido pelo homem por julgar (erroneamente) que o que a aborrecia está completamente cicatrizado e resolvido. É uma ilusão. E quando as questões da mulher vêm à tona novamente, o homem se torna impaciente, seu amor pára de crescer e se torna reprimido.

Quando a mulher se sente insegura para entrar no “poço”, ela se esforça para fingir que está bem e reprime seus sentimentos negativos, em geral, para evitar brigas; por consequência ela fica insensível e incapaz de sentir amor, e sua única alternativa é evitar intimidades e sexo ou suprimir e adormecer seus sentimentos por meio de vícios como, beber, comer, trabalhar ou excesso de zelo; e ao cair novamente no “poço”, seus sentimentos podem emergir descontroladamente. Quando sentimentos negativos são reprimidos, os sentimentos positivos também ficam reprimidos, e o amor morre. Evitar discussões e brigas é saudável, mas não por meio da repressão dos sentimentos.


Diferenças básicas (IV)

Homens e mulheres são diferentes na forma de pensar sobre alguns aspectos. Não há melhor ou pior: o homem não é melhor que a mulher, nem a mulher é melhor que o homem. São apenas diferenças!

Chamo de “diferenças básicas”, as diferenças entre homens e mulheres considerando o nível mais “superficial”, ao olhar do ser humano. Para tanto, menciono o estudo de John Gray, Ph. D.:

Ciclo natural de afastamento do homem:

A mulher interpreta mal o afastamento do homem porque ela se retrai por razões diferentes: quando não confia nele para entender os seus sentimentos, quando foi machucada e tem medo de ser machucada de novo, ou quando ele fez alguma coisa errada e lhe desapontou.

O homem pode se afastar pelos mesmos motivos, mas ele se afasta também para satisfazer sua necessidade de independência e autonomia quando sua necessidade de intimidade foi satisfeita. Quando o homem ama uma mulher, periodicamente ele precisa se afastar antes de se aproximar novamente e dar o seu amor, assim como receber o amor de que precisa, sem a necessidade de um tempo de readaptação. O que para a mulher é complicado porque ela requer um período de readaptação para se tornar íntima novamente, ela precisa de um tempo de conversa para se reconectar, especialmente se ela se sentiu machucada quando ele se afastou; o que para o homem, pode torná-lo impaciente se não há essa compreensão.

A mulher, diante do afastamento do homem, se sente em pânico, ela pensa que fez algo errado e que o desestimulou, imagina que ele está esperando que ela restabeleça a intimidade, sente medo de que ele não volte, se sente impotente para trazê-lo de volta por não saber o que fez para desestimulá-lo. E quando ela lhe pergunta qual é o problema, ele não tem uma resposta clara e resiste em conversar sobre o assunto, afastando-se mais. O melhor momento para conversar é quando o homem volta à intimidade, mas a mulher perde esse momento por sentir medo de conversar porque, da última vez, ele se afastou; ela sente medo de que o homem esteja aborrecido com ela e espera que ele inicie uma conversa sobre seus sentimentos, no entanto, ele não inicia uma conversa sobre seus sentimentos de aborrecimento por não estar aborrecido. A mulher não quer ser rude e começar a falar sobre seus pensamentos e (erroneamente) lhe faz perguntas sobre os seus sentimentos e pensamentos; e quando o homem não tem nada a dizer, a mulher conclui que ele não quer conversar com ela; ao contrário dela, o homem precisa ter uma razão para conversar.

A mulher ainda pode persegui-lo: ela deixa de fazer as coisas que quer para ficar com ele; se preocupa com ele; quer ajudá-lo; sente pena dele; o sufoca com atenção e elogios; desaprova sua necessidade de ficar sozinho; fica ansiosa e magoada quando ele se afasta; faz perguntas que o induzem à culpa; tenta agradá-lo; é excessivamente solícita e acomodada; tenta ser perfeita; desiste de si mesma e tenta se tornar o que acredita que ele quer; contém seus verdadeiros sentimentos por medo de perdê-lo e evita fazer algo que possa aborrecê-lo. A mulher pode também puni-lo: ela o rejeita quando ele volta a procurá-la; o rejeita sexualmente, não permite que ele a toque ou que fique próximo; bater nele; quebrar algo demonstrando seu descontentamento; ela o culpa por ela estar infeliz quando ele retorna; não o perdoa por tê-la negligenciado; nada do que ele faz a agrada ou a faz feliz; ela expressa sua desaprovação com palavras, tom de voz e olhar ferido; ela se recusa a se abrir e compartilhar seus sentimentos; ela se torna fria e se ressente por ele não se abrir e falar.

Quando o homem é punido por se afastar, ele pode sentir medo de que isso se repita e evitar se afastar no futuro, gerando um sentimento de raiva que o impede de sentir seu desejo por intimidade; ele também pode se sentir incapaz de satisfazer a mulher e desistir; pode sentir medo de perder o amor da mulher e se afastar; ou não se sente merecedor do amor dela e se afasta; ou ele admite que será rejeitado. A mulher pára de acreditar que o homem realmente se preocupa com ela e o castiga não lhe dando a oportunidade de ouvir.

Esse ciclo natural do homem pode estar obstruído desde a sua infância. Ele pode sentir medo de se afastar por ter sido rejeitado diretamente, ou testemunhado a desaprovação da sua mãe ao distanciamento emocional do seu pai, e inconscientemente criar discussões para justificar o seu afastamento. Naturalmente, ele desenvolve mais a sua energia feminina tentando agradar e ser amável, mas à custa da repressão da sua energia masculina se sentindo culpado ou confuso em se afastar; e perde seu desejo, poder e paixão, tornando-se passivo e excessivamente dependente. O homem pode sentir medo de ficar sozinho ou de ir para a “caverna”; ou ainda, pode pensar que não gosta de ficar sozinho, mas no fundo sente medo de perder o amor.

O homem “machão” não tem problemas para se afastar, mas não sabe se aproximar. Ele pode sentir medo de que seja indigno de amor; ou de se aproximar e de se importar muito; e ainda, ele não tem ideia de como seria recebido.

Ambos o homem mais sensível e o machão estão perdendo experiências positivas do seu ciclo natural de intimidade, podendo (erroneamente) julgar que há algo errado com eles.


Diferenças básicas (III)

Homens e mulheres são diferentes na forma de pensar sobre alguns aspectos. Não há melhor ou pior: o homem não é melhor que a mulher, nem a mulher é melhor que o homem. São apenas diferenças!

Chamo de “diferenças básicas”, as diferenças entre homens e mulheres considerando o nível mais “superficial”, ao olhar do ser humano. Para tanto, menciono o estudo de John Gray, Ph. D.:

O homem e a mulher, ao se reconhecerem como diferentes podem resolver seus problemas pela boa comunicação que requer a participação de ambos os lados. A comunicação obscura e sem amor é o maior problema em um relacionamento.

Um dos desafios para o homem é interpretar e apoiar a mulher quando ela está falando sobre seus sentimentos, que pode ser mal interpretado pelo homem. O maior desafio para a mulher é interpretar e apoiar o homem quando ele não está conversando.

O homem e a mulher pensam e processam informações de maneiras diferentes. A mulher pensa em voz alta, deixa os pensamentos fluírem livremente, segue sua intuição. O homem, antes de falar ou responder, rumina ou pensa sobre o que ouviu ou experimentou. Interna e silenciosamente ele descobre a resposta mais útil e correta, podendo levar de minutos a horas nesse processo; e ele pode não responder se não tiver informações suficientes para processar a resposta. Quando o homem está silencioso, quer dizer que ele ainda não sabe o que dizer mas está pensando a respeito. Mas a mulher o mal interpreta como se ele não respondesse porque não se importa com ela e a ignora, como se o que ela lhe dissesse não fosse importante e por isso ele não responde.

Diante do silêncio do homem, a mulher pode imaginar que ele a odeia, que não a ama, que a está deixando; podendo acionar o seu medo de ser rejeitada, jamais ser amada. Isso se deve ao fato de que para a mulher, os únicos momentos que ela ficaria em silêncio seriam quando ela tivesse algo lesivo a dizer ou quando não quer falar com alguém porque não confia mais nela. As mulheres se sentem inseguras quando o homem fica em silêncio e precisam da reafirmação do amor dele.

O homem entra em sua “caverna” mental em silêncio para pensar sobre um problema e encontrar uma solução; quando ele não tem uma resposta a uma pergunta ou a um problema; quando ele está aborrecido ou estressado e precisa ficar sozinho para se acalmar e não dizer ou fazer algo de que possa se arrepender; quando ele precisa se encontrar por amar e esquecer-se de si mesmo, ele teme muita intimidade.

É importante para a honra, orgulho e auto-estima do homem, que a mulher confie que ele possa resolver o que o está incomodando. Não se preocupar com o homem é difícil para a mulher, é a sua maneira de expressar seu amor e carinho. E ele, por sua vez, quer que ela se sinta feliz de modo que tenha um problema a menos com que se preocupar. Ironicamente o homem demonstra o seu amor não se preocupando, nem minimizando os problemas do outro. Quando o homem percebe a aceitação da mulher, ele se sente seguro para lhe pedir conselhos e ajuda, sem perder sua força, seu poder e sua dignidade. Do contrário, com as tentativas de ajuda não solicitadas da mulher, ele pode se sentir sufocado, controlado, como se estivesse sendo tratado como uma criança, ou sentir que ela quer mudá-lo; e se tornar preguiçoso ou inseguro. É difícil para o homem diferenciar empatia de simpatia; ele detesta que sintam pena dele. Se o homem desistir da “caverna” para satisfazer a mulher, se tornará irritado, excessivamente sensível, defensivo, fraco, passivo ou intratável, sem saber porque se tornou antipático.

A mulher fala para transmitir ou colher informações; para investigar e descobrir o que é que ela quer dizer; para se sentir melhor e mais equilibrada quando está aborrecida; para criar intimidade, compartilhando seus sentimentos ela é capaz de conhecer seu eu amoroso.

Quando a mulher reclama de problemas não significa acusação, mas que está extravasando suas frustrações. Ela busca reafirmação do sentimento de amor e compreensão, e não justificativas ou explicações. Diante da reclamação da mulher, o homem precisa ser reassegurado de que ainda é amado e apreciado. Do contrário, o homem a mal interpreta culpando-a por culpá-lo quando inocentemente ela está conversando sobre seus problemas; isso é destrutivo porque bloqueia a comunicação.

Se na infância, a menina se sentiu abandonada ou rejeitada pelo pai ou se sua mãe se sentiu rejeitada pelo marido, então ela ficará mais sensível ao sentimento de abandono, se refletindo na fase adulta. Por essa razão, a mulher não deve ser julgada por precisar de reafirmação do amor do parceiro. Similarmente, o homem não deve ser julgado por precisar da “caverna”.


Diferenças básicas (II)

Homens e mulheres são diferentes na forma de pensar sobre alguns aspectos. Não há melhor ou pior: o homem não é melhor que a mulher, nem a mulher é melhor que o homem. São apenas diferenças!

Chamo de “diferenças básicas”, as diferenças entre homens e mulheres considerando o nível mais “superficial”, ao olhar do ser humano. Para tanto, menciono o estudo de John Gray, Ph. D.:

O homem que não se sente necessário se torna passivo e com menos energia, dando menos ao relacionamento. Por outro lado, o homem que sente a confiança por parte da mulher, de que ele fará o melhor para satisfazer as suas necessidades, e que é apreciado pelos seus esforços, se sente fortalecido e tem mais a dar. Por sua vez, a mulher que não se sente acalentada se torna compulsivamente responsável e exausta por se dar tanto. Por outro lado, a mulher que sente que o homem se importa e a respeita, se satisfaz e tem mais para dar também. A atitude masculina de “ganhar e perder” é nociva nos relacionamentos adultos. A satisfação das próprias necessidades do homem à custa da parceira gera infelicidade, ressentimento e conflito. Ambas as partes precisam vencer!

O homem apaixonado se sente motivado a ser o melhor que pode para servir ao outro, se importando com a pessoa tanto quanto consigo mesmo e, não para ganho pessoal. Ele experimenta a satisfação da parceira como se fosse a sua própria. E para experimentar a satisfação, o homem precisa viver sua vida motivado pelo amor. É raro o homem que testemunhou seu pai ser bem sucedido em satisfazer sua mãe, o resultado disso é que ele não aprendeu a dar e não sabe que essa é uma das fontes de satisfação. O homem que fracassa no relacionamento se sente deprimido e entra na “caverna”, deixando de se importar por não se sentir necessário e se retira do relacionamento ou da intimidade.

Durante a juventude do homem, ele está mais absorvido em si mesmo e alheio às necessidades dos outros. Já o homem maduro se dá conta de como ele pode servir e respeitar os outros. Sua lição é aprender a dar: ele sente medo de não ser bom o bastante, de ser incompetente… e tenta compensar o medo se concentrando no aumento do seu poder e competência. O homem se mostra mais desinteressado quando está com medo: dar de si mesmo significa arriscar-se a falhar, ser corrigido, desaprovado… porque inconscientemente ele acredita (erroneamente) que não é bom o bastante. É uma crença gerada na infância ao pensar que esperavam que ele fosse melhor por ter sido depreciado, por ter passado despercebido… Se o seu medo é a inadequação, ele evita os riscos desnecessários. O homem que se importa muito sente muito medo de falhar e se dá menos à quem ama; e quando está inseguro ele pode compensar não se importando com ninguém mais além dele. O homem quer ser o herói da mulher e se sente um fracasso quando ela fica desapontada, infeliz… confirmando assim o seu medo de que não é bom o bastante.

Na infância, o menino que teve um pai que satisfez sua mãe entra no relacionamento adulto confiante de que pode ser bem sucedido, não se apavora com o compromisso por saber que pode se entregar e quando não se entrega sabe que é merecedor de amor e apreço por estar dando o melhor de si. Ele não se condena por ser imperfeito e porque sabe que está fazendo o melhor e, que o seu melhor é bom o bastante. Ele se desculpa pelos seus erros porque espera perdão, amor e apreço por fazer o seu melhor. O homem que se sente autoconfiante é capaz de fazer importantes mudanças.

É importante para a mulher se sentir apoiada por alguém que se importe. Ela se sente feliz quando acredita que suas necessidades serão satisfeitas. A mulher que está aborrecida, indefesa, confusa, exausta, desesperançada… precisa de companheirismo para não se sentir sozinha e, sim, amada e acalentada. A empatia, compreensão, validação, compaixão… a ajudam a se tornar receptiva e a apreciar o apoio do homem. Suas dúvidas e desconfianças se desvanecem e sua tendência compulsiva se dissipa por se sentir merecedora de amor.

Durante a juventude da mulher, ela está mais disposta a dar e se moldar para satisfazer as necessidades do homem. Já a mulher madura se dá conta do quanto desistiu de si mesma para satisfazer o homem. Aquela que se dá demais tende a culpar o homem pela própria infelicidade, se sentindo injustiçada por dar sem receber; nesse caso, ele tende a culpá-la por ser negativa ou pouco receptiva. A lição da mulher é aprender a receber: ela sente medo de precisar demais e ser rejeitada, julgada, abandonada… porque inconscientemente ela acredita (erroneamente) que não é merecedora. É uma crença gerada na infância ao reprimir seus sentimentos, necessidades, desejos…

Se a mulher, na infância, testemunhou ou sofreu abusos ela está vulnerável ao sentimento de ser indigna de ser amada. Esse sentimento de desmerecimento gera o medo de precisar dos outros e imagina que não será apoiada. O medo de não ser apoiada a faz afastar o apoio de que precisa com sua desesperança, seu desespero, sua desconfiança…: o homem recebe a mensagem de que ela não acredita que ele vá satisfazer suas necessidades e se sente rejeitado e desmotivado.

Para a mulher, sentir-se decepcionada ou abandonada é doloroso: não é fácil precisar dos outros e ser ignorada, abandonada, dispensada…, isso afirma a sua crença (errônea) de que não tem valor. Na infância, quando a menina testemunha sua mãe recebendo amor, ela se sente valorizada e lida melhor com a lição de aprender a receber na vida adulta.


Diferenças básicas (I)

Homens e mulheres são diferentes na forma de pensar sobre alguns aspectos. Não há melhor ou pior: o homem não é melhor que a mulher, nem a mulher é melhor que o homem. São apenas diferenças!

Chamo de “diferenças básicas”, as diferenças entre homens e mulheres considerando o nível mais “superficial”, ao olhar do ser humano. Para tanto, menciono o estudo de John Gray, Ph. D.:

Na percepção da mulher, o homem não sabe ouvir. Ela quer sua empatia; ela não quer soluções. Por sua vez, o homem se sente confuso por ela não apreciar esse gesto de amor: lhe apresentar soluções. Por outro lado, na percepção do homem, a mulher está sempre tentando mudá-lo. Ou seja, ele quer a sua aceitação amorosa; ele não quer ajuda para o seu crescimento. Por sua vez, a mulher pensa que o está acalentando enquanto ele pensa que está sendo controlado. O homem se torna concentrado e retraído ao lidar com o estresse enquanto a mulher se torna indefesa e emocionalmente envolvida. Ele se sente melhor resolvendo problemas enquanto ela se sente melhor conversando sobre problemas.

O homem valoriza o poder, a competência, a eficiência e a realização, sentindo-se satisfeito ao atingir tais valores. Ele age para provar e desenvolver seu poder e habilidades, dentre as quais, a sua habilidade em alcançar resultados, que define seu senso de si mesmo. Interessa-se mais por atividades externas: caçar, pescar, correr de automóvel…, notícias, tempo, esportes…, “objetos”, “coisas”… que expressam poder por meio da criação de resultados e do alcance de metas; e menos por: revistas sobre psicologia e autoconhecimento, romances, novelas, livros de auto-ajuda…, pessoas, sentimentos… O homem fantasia sobre carros possantes, computadores cada vez mais rápidos, invenções, novas e mais potentes tecnologias…

Atingir metas por si só é importante para o homem por ser uma forma de provar sua competência e se sentir bem em relação a si mesmo, sentindo orgulho de si mesmo. A autonomia é o símbolo de eficiência, poder e competência. Portanto, para o homem, ouvir conselhos não solicitados é presumir que ele não saiba o que fazer ou que não possa fazer por si mesmo; podendo se sentir ofendido, incompetente, fraco, não amado, humilhado, magoado… por sentir (erroneamente) que a mulher não confia na sua habilidade de fazer sozinho. Sua reação pode ser forte, especialmente se  sentiu-se criticado na infância ou se presenciou seu pai ser criticado por sua mãe. Ao lidar com seus problemas por si mesmo, o homem raramente conversa a respeito exceto se precisar de conselho para encontrar a solução, representando um sinal de sabedoria em consegui-la com alguém que respeite; do contrário, é percebido como um sinal de fraqueza.

Conversar, para o homem, é um convite para conselhos: essa é a sua maneira de mostrar amor e de tentar ajudar a mulher a se sentir melhor resolvendo os seus problemas. Ao ser útil para ela, usando as suas habilidades para encontrar soluções, ele sente que pode ser estimado e merecedor do amor da mulher. Mas quando o homem oferece soluções e ela continua perturbada, se torna difícil para ele ouvir porque suas soluções estão sendo rejeitadas, se sentindo um inútil.

O homem aborrecido ou estressado não fala sobre o que o está incomodando, a menos que o conselho de alguém seja necessário para resolver o problema ou quando acusa alguém; do contrário, ele entra calado em sua “caverna” mental para pensar no tal problema e encontrar sozinho a solução (concentrando-se), podendo perder temporariamente a noção dos outros aspectos em sua vida: mostrando-se distante, esquecido, insensível, preocupado… em seus relacionamentos. Nesse caso, cerca de 5% da sua mente estão disponíveis para os relacionamentos e 95% estão empenhados na busca da solução do problema; com a mente preocupada ele se sente impotente para liberá-la. Sem sua plena consciência presente, o homem é incapaz de dar à mulher a atenção e o sentimento que ela normalmente recebe e merece. Se não consegue encontrar a solução, o homem faz alguma coisa para esquecer o problema: ler, jogar, assistir TV, fazer exercícios físicos… Quando ele encontra a solução, se sente melhor e sai da “caverna”; e repentinamente está à disposição para participar do relacionamento novamente.

A mulher diante do homem que encontra-se em sua “caverna” se sente ignorada por ele, se ressentindo. E quando ele assiste ao noticiário ou sai para jogar futebol com o intuito de esquecer o problema, ela se sente magoada. A mulher tem o direito de falar sobre seus sentimentos de estar sendo ignorada e desamparada do mesmo modo que o homem tem o direito de se retirar para a sua “caverna” e não conversar. Se a mulher não se sente compreendida, é difícil para ela liberar sua mágoa.

A mulher valoriza o amor, a comunicação, a beleza e os relacionamentos. Seu senso de si mesma é definido pelos seus sentimentos e pela qualidade dos relacionamentos, sentindo satisfação em compartilhar e se relacionar. Interessa-se pela vida harmônica em conjunto, com a comunidade, com a cooperação amorosa…, pelos relacionamentos…; e menos por: trabalho e tecnologia. A mulher fantasia sobre romance… Envolve-se com o crescimento pessoal, espiritualidade, cura, tudo que nutre a vida… A mulher é muito intuitiva. Sua natureza é a de querer melhorar as coisas mesmo que estejam funcionando, ao contrário do homem que, por seu instinto, escolhe não mudar as coisas que estão funcionando. Quando a mulher tenta “melhorar” o homem (mudar o seu comportamento), ela pensa (erroneamente) que o está ajudando a crescer, mas ele sente como se ela estivesse tentando “consertá-lo”. Quando o homem resiste às sugestões femininas, a mulher sente como se ele não ligasse para ela, que suas necessidades não estão sendo respeitadas, sente desamparo e pára de confiar nele. Ela provavelmente lhe ofereceu conselhos ou teceu críticas (ex/implícitas) não solicitados em vez de simplesmente compartilhar suas necessidades, informar ou pedir. É a sua forma de se aproximar dele que está sendo rejeitada pelo homem, e não suas necessidades. O homem faz progressos quando é abordado como a solução do problema ao invés do problema em si.

A comunicação é primordialmente importante para a mulher: dividir seus sentimentos é mais importante que atingir metas e sucesso. Preocupa-se em expressar sua bondade, seu amor e sua atenção. Oferecer ajuda, conselhos, sugestões, “críticas” construtivas a outra mulher sem serem requisitados não é ofensivo, e sim, um sinal de amor e solicitude, orgulhando-se de ter consideração pelas necessidades e desejos das outras; assim como, precisar de ajuda não é um sinal de fraqueza; para ela, ser ajudada a faz se sentir amada e acalentada.

Conversar detalhadamente sobre problemas sem priorizá-los, para a mulher aborrecida ou estressada, é uma forma de se sentir melhor e, também, uma forma de aproximação, intimidade e companheirismo. Ela não está preocupada em encontrar soluções imediatas, mas busca compreensão, carinho e alívio expressando-se (expandindo-se) para alguém confiável, bastando que a ouçam pacientemente com empatia e sem lhe oferecer soluções, dessa forma, ela vai se sentindo satisfeita, feliz… por si mesma; do contrário, a mulher pode se frustrar por ter sido interrompida pelo homem que pensa (erroneamente) que a está ajudando ao lhe oferecer soluções para os seus problemas invalidando, assim, os seus sentimentos na tentativa de mudá-los. Compartilhar seus sentimentos de fragilidade, confusão, desesperança, cansaço… é um sinal de amor e confiança, e não de chateação. A mulher não se sente envergonhada de ter problemas porque seu “ego” não depende de parecer “competente”, mas depende de participar de relacionamentos amorosos. Quando a mulher não se sente ouvida precisa falar sobre outros problemas menos imediatos para sentir alívio. Para esquecer seus sentimentos dolorosos ela pode se envolver emocionalmente nos problemas dos outros ou conversar sobre os problemas alheios.

O homem diante da mulher muito aborrecida que quer conversar sobre seus problemas se sente responsabilizado por ela, sentindo-se acusado. Se o homem se sente atacado, ele começa a se defender na tentativa de explicar-se pensando que assim a mulher parará de acusá-lo, porém isso aumenta o aborrecimento dela. Se a mulher está pouco aborrecida, o homem supõe que ela está pedindo conselhos (soluções), estes são rejeitados e ele se sente depreciado. O homem se torna impaciente quando a mulher conversa detalhadamente sobre seus problemas, ele pensa (erroneamente) que todos os detalhes são necessários para que ele encontre a solução, além de supor (erroneamente) que há uma ordem lógica no relato dos problemas dela; ou ainda, ele procura o resultado da questão, sem o qual ele não pode formular soluções, frustrando-se. Quando a mulher resiste às soluções masculinas, o homem sente que sua competência está sendo questionada, sente-se sob suspeita e pára de se importar: diminuindo sua disposição para ouvir. Ele provavelmente ofereceu soluções no momento em que ela precisava apenas de empatia e carinho. É sua percepção do momento e sua forma de falar que estão sendo rejeitadas pela mulher, e não suas soluções. A mulher aprecia se o homem simplesmente a ouvir! – ainda que inicialmente aborrecida.

Entender essas diferenças facilita o respeito a(o) parceiro(a) e nos torna mais atenciosos, e ao reconhecermos a resistência de uma das partes como um provável sinal de que houve uma falha na nossa percepção do momento ou da abordagem, evitamos a criação da tensão que se transforma em ressentimento, separando-os.


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