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Diferenças básicas (IV)

Homens e mulheres são diferentes na forma de pensar sobre alguns aspectos. Não há melhor ou pior: o homem não é melhor que a mulher, nem a mulher é melhor que o homem. São apenas diferenças!

Chamo de “diferenças básicas”, as diferenças entre homens e mulheres considerando o nível mais “superficial”, ao olhar do ser humano. Para tanto, menciono o estudo de John Gray, Ph. D.:

Ciclo natural de afastamento do homem:

A mulher interpreta mal o afastamento do homem porque ela se retrai por razões diferentes: quando não confia nele para entender os seus sentimentos, quando foi machucada e tem medo de ser machucada de novo, ou quando ele fez alguma coisa errada e lhe desapontou.

O homem pode se afastar pelos mesmos motivos, mas ele se afasta também para satisfazer sua necessidade de independência e autonomia quando sua necessidade de intimidade foi satisfeita. Quando o homem ama uma mulher, periodicamente ele precisa se afastar antes de se aproximar novamente e dar o seu amor, assim como receber o amor de que precisa, sem a necessidade de um tempo de readaptação. O que para a mulher é complicado porque ela requer um período de readaptação para se tornar íntima novamente, ela precisa de um tempo de conversa para se reconectar, especialmente se ela se sentiu machucada quando ele se afastou; o que para o homem, pode torná-lo impaciente se não há essa compreensão.

A mulher, diante do afastamento do homem, se sente em pânico, ela pensa que fez algo errado e que o desestimulou, imagina que ele está esperando que ela restabeleça a intimidade, sente medo de que ele não volte, se sente impotente para trazê-lo de volta por não saber o que fez para desestimulá-lo. E quando ela lhe pergunta qual é o problema, ele não tem uma resposta clara e resiste em conversar sobre o assunto, afastando-se mais. O melhor momento para conversar é quando o homem volta à intimidade, mas a mulher perde esse momento por sentir medo de conversar porque, da última vez, ele se afastou; ela sente medo de que o homem esteja aborrecido com ela e espera que ele inicie uma conversa sobre seus sentimentos, no entanto, ele não inicia uma conversa sobre seus sentimentos de aborrecimento por não estar aborrecido. A mulher não quer ser rude e começar a falar sobre seus pensamentos e (erroneamente) lhe faz perguntas sobre os seus sentimentos e pensamentos; e quando o homem não tem nada a dizer, a mulher conclui que ele não quer conversar com ela; ao contrário dela, o homem precisa ter uma razão para conversar.

A mulher ainda pode persegui-lo: ela deixa de fazer as coisas que quer para ficar com ele; se preocupa com ele; quer ajudá-lo; sente pena dele; o sufoca com atenção e elogios; desaprova sua necessidade de ficar sozinho; fica ansiosa e magoada quando ele se afasta; faz perguntas que o induzem à culpa; tenta agradá-lo; é excessivamente solícita e acomodada; tenta ser perfeita; desiste de si mesma e tenta se tornar o que acredita que ele quer; contém seus verdadeiros sentimentos por medo de perdê-lo e evita fazer algo que possa aborrecê-lo. A mulher pode também puni-lo: ela o rejeita quando ele volta a procurá-la; o rejeita sexualmente, não permite que ele a toque ou que fique próximo; bater nele; quebrar algo demonstrando seu descontentamento; ela o culpa por ela estar infeliz quando ele retorna; não o perdoa por tê-la negligenciado; nada do que ele faz a agrada ou a faz feliz; ela expressa sua desaprovação com palavras, tom de voz e olhar ferido; ela se recusa a se abrir e compartilhar seus sentimentos; ela se torna fria e se ressente por ele não se abrir e falar.

Quando o homem é punido por se afastar, ele pode sentir medo de que isso se repita e evitar se afastar no futuro, gerando um sentimento de raiva que o impede de sentir seu desejo por intimidade; ele também pode se sentir incapaz de satisfazer a mulher e desistir; pode sentir medo de perder o amor da mulher e se afastar; ou não se sente merecedor do amor dela e se afasta; ou ele admite que será rejeitado. A mulher pára de acreditar que o homem realmente se preocupa com ela e o castiga não lhe dando a oportunidade de ouvir.

Esse ciclo natural do homem pode estar obstruído desde a sua infância. Ele pode sentir medo de se afastar por ter sido rejeitado diretamente, ou testemunhado a desaprovação da sua mãe ao distanciamento emocional do seu pai, e inconscientemente criar discussões para justificar o seu afastamento. Naturalmente, ele desenvolve mais a sua energia feminina tentando agradar e ser amável, mas à custa da repressão da sua energia masculina se sentindo culpado ou confuso em se afastar; e perde seu desejo, poder e paixão, tornando-se passivo e excessivamente dependente. O homem pode sentir medo de ficar sozinho ou de ir para a “caverna”; ou ainda, pode pensar que não gosta de ficar sozinho, mas no fundo sente medo de perder o amor.

O homem “machão” não tem problemas para se afastar, mas não sabe se aproximar. Ele pode sentir medo de que seja indigno de amor; ou de se aproximar e de se importar muito; e ainda, ele não tem ideia de como seria recebido.

Ambos o homem mais sensível e o machão estão perdendo experiências positivas do seu ciclo natural de intimidade, podendo (erroneamente) julgar que há algo errado com eles.


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